quinta-feira, 1 de março de 2012


                  Texto Básico: Ap 3:7-22; Salmo 73
“A quem tenho eu no Céu senão a ti? E na terra não há quem eu deseje além de ti”(Sl 73:25)

 INTRODUÇÃO

A maioria dos que cristãos diz ser imagina que uma igreja verdadeiramente prospera é aquela repleta de bens materiais; aquela cujos membros estejam empapados de riquezas materiais; aquela que se vangloria de que no rol de seus membros não existe pessoas desprovidas de bens materiais suficientemente notáveis. Todavia, no Novo Testamento, a primazia do povo de Deus não está voltada para os bens materiais, mas predominantemente aos espirituais. Aliás, no Novo Testamento não há sequer um versículo de promessa de abundância material para os que esperam pela vinda de Cristo. Se observarmos com cuidado o Novo Testamento, no tocante à vida na Igreja, com suas práticas e desafios, veremos que há mais referências para que tomemos cuidados com as riquezas do que o incentivo à busca delas. Como estes: "Mas os que querem ser ricos caem em tentação, e em laço, e em muitas concupiscências loucas e nocivas, que submergem os homens na perdição e ruína" (1Tm 6:9); "Manda aos ricos deste mundo que não sejam altivos, nem ponham a esperança na incerteza das riquezas, mas em Deus, que abundantemente nos dá todas as coisas para delas gozarmos" (1Tm 6:17); “Não ajunteis tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem tudo consomem, e onde os ladrões minam e roubam”(Mt 6:19); “...vende tudo quanto tens, e dá-o aos pobres...”(Mc 10:21). Portanto, a teologia da prosperidade jamais pode afincar parâmetros para avaliar uma igreja verdadeiramente próspera. A Bíblia Sagrada, essa sim, tem os parâmetros indicativos de uma igreja verdadeiramente próspera.

Nesta aula, vamos aprender o que é uma igreja verdadeiramente próspera tomando como exemplo paralelo a igreja apóstata dos nossos dias: a “igreja de Laodicéia”, referida em Ap 3:14-18. Nos nossos dias muitos crentes passaram a encarar a sua fé como um meio de enriquecimento, como um mecanismo de prosperidade material e, com isto, desviam-se dos objetivos traçados pelas Escrituras Sagradas. Muitos não querem saber de buscar a Deus para ter bens espirituais (a verdadeira prosperidade da igreja) - para serem instrumentos de salvação e de aperfeiçoamento de outros crentes -, mas querem enriquecer com campanhas, “sacrifícios”, fogueiras “santas”, etc. São pessoas que vivem como os gentios, que têm as mesmas preocupações e propósitos que os gentios e que, portanto, pertencem a este vasto grupo onde o amor está esfriando pelo aumento da iniquidade e que, buscando a riqueza material, não vê que se comportam como “pobre, desgraçado e nu”, qual a igreja de Laodicéia.

I. O ESTADO ESPIRITUAL DA IGREJA MEDE SUA PROSPERIDADE

A verdadeira prosperidade não é sinônimo de riqueza material, como muitos pensam. Nem sempre uma igreja rica pode ser considerada como próspera e, da mesma maneira, não podemos dizer que uma igreja pobre materialmente não possa ser próspera. É o estado espiritual da igreja que mede se ela é verdadeiramente próspera. Vejamos alguns exemplos:

1. O Novo Testamento menciona que algumas igrejas eram pobres (2Co 8:2; Ap 2:9). Os cristãos da Judéia passaram por dificuldades financeiras e foram ajudados pelos coríntios e pelos macedônios (2Co 8 e 9; Rm 15:26). Os próprios irmãos macedônios viviam em “profunda pobreza” (2Co 8:2). No entanto, o médico Lucas diz, acerca destas igrejas: “Assim, pois, as igrejas em toda a Judéia, e Galiléia e Samaria tinham paz, e eram edificadas; e se multiplicavam, andando no temor do Senhor e consolação do Espírito Santo” (At 9:31).

Algumas pessoas, dentre tantos outros exemplos bíblicos, que, apesar de serem pobres, foram prósperas e cumpriram os propósitos divinos:

2. Jesus é o maior exemplo, pois Ele veio a este mundo e viveu como pobre (Zc 9:9). O barco onde ele ensinava as multidões, não era seu (Lc 5:3); O jumentinho no qual ele entrou montado em Jerusalém, também não era seu (Lc 19:30-35) e Ele mesmo disse que não tinha onde reclinar a cabeça (Mt 8:20). Quando precisou pagar o imposto, não tinha dinheiro algum, por isso mandou que Pedro fosse buscar a moeda na boca do peixe (Mt 17:27). Nem por isso, Ele deixou de ser próspero, pois cumpriu sua missão e foi exaltado por Deus (Ef 1:20,21; Fp 2:9).

3. O apóstolo Paulo também sofreu muito e passou por muitas necessidades (2Co 11:24-33). Algumas vezes precisou de auxílio dos irmãos (Fp 4:10-19). Escrevendo aos filipenses ele disse que aprendeu a estar contente com o que tinha. Sabia ter abundância e sabia também padecer necessidade (Fp 4:12-13). Mesmo assim, ele foi um homem próspero. Mesmo sem dispor de Rádio, Televisão, Internet e meios de transportes modernos, pôde ganhar milhares de vidas para Cristo, fundar dezenas de igrejas, treinar obreiros e, através de suas epístolas, contribuir para a edificação das igrejas em todo o mundo.

II. CARACTERISTICAS DE UMA IGREJA QUE NÃO É PROSPERA

Percebe-se nestes últimos tempos que há duas igrejas intitulando-se seguidoras de Cristo: a de “Filadélfia” e a de “Laodicéia”. Independente de denominação religiosa, os cristãos dessas duas igrejas estão andando juntos.

A primeira – a Igreja de Filadélfia: perseverante, fiel, que guarda a Palavra de Deus e não a nega; que suporta a oposição do mundo, resistindo à conformação às tendências malignas da igreja apóstata e perseverando na lealdade a Cristo e na verdade do evangelho.

A segunda – a igreja de Laodicéia - a igreja apóstata: morna, miserável, pobre, cega e nua. Esta igreja quer ser salva, mas não quer viver como salva; quer ser cristã, mas não quer levar a cruz; quer ir para o céu, mas não admite andar pelo caminho estreito; prefere sermões requintados de palavras boas, menos doutrina; diz que tem o Espírito Santo, mas não permite alguém glorificar a Deus; abandona a idolatria, mas idolatra seus próprios bens; não aceita as músicas mundanas, mas traz música mundana para dentro da igreja; rejeita a doutrina dos nicolaítas, mas permite seus crentes viverem em fornicação, adultério, etc. Para esta igreja, que é rica materialmente, que tem como principal doutrina a “teologia da prosperidade”, Jesus diz que ela é: “... desgraçado, e miserável, e pobre, e cego, e nu”(Ap 3:17).

Vejamos, a seguir, algumas características desta igreja:

1. “Mornidão” espiritual. “Eu sei as tuas obras, que nem és frio nem quente. Tomara que foras frio ou quente! Assim, porque és morno e não és frio nem quente, vomitar-te-ei da minha boca”(Ap 3:15,16). Esta é a descrição da condição espiritual da igreja de Laodicéia, a igreja pobre espiritualmente. O resultado da mornidão era terrível: por causa desta mornidão, aquela igreja seria vomitada pelo Senhor, ou seja, lançada fora da presença de Deus.

Morno” significa “aquela temperatura que varia entre o quente e o frio”, “pouco aquecido”, “que demonstra pouca energia, pouca intensidade”, “desprovido de calor, de efervescência, de vida”. Também, a “mornidão espiritual” é o resultado da mistura que o homem provoca entre coisas que são de natureza completamente oposta. Assim como o quente e o frio são contrários e não podem ser misturados sem dano, também o santo e o profano, o puro e o impuro, o certo e o errado não podem ser misturados sem dano espiritual. A “mornidão espiritual” é, portanto, o resultado da mistura entre o puro e impuro, o limpo e o imundo, entre o santo e o pecaminoso, um comportamento que sempre foi abominável aos olhos do Senhor (Ez 22:26).

2. Fraqueza espiritual. A fraqueza espiritual apresenta-se sempre quando alguém se acha forte, quando diz para si e para todos quantos o cercam de que está bem, de que não precisa de coisa alguma que venha da parte de Deus. Quando alguém se considera forte é porque está fraco espiritualmente. A fraqueza espiritual não se demonstra por falta de vigor, mas se apresenta como arrogância, como soberba, como auto-suficiência diante de Deus.

A fraqueza espiritual da igreja de Laodicéia mostra-se logo no início de suas afirmações. Aquela igreja, a começar do seu anjo (isto é, do seu dirigente), enchia o peito e dizia para todos, com evidente e louca soberba: “Rico sou e de nada tenho falta” (cf. Ap 3:17). Ora, é nesta tola manifestação que se verifica a fraqueza espiritual. Ao dizer que não precisava de coisa alguma, aqueles crentes mostravam o seu estado de “mornidão espiritual”, pois só temos força espiritual quando reconhecemos a nossa insignificância, a nossa pequenez, o nosso nada diante de Deus. O servo de Deus que é espiritualmente forte, como Paulo, é forte porque reconhece que é fraco. O verdadeiro forte espiritual é aquele que se manifesta como o salmista: “Eu sou pobre e necessitado; mas o Senhor cuida de mim”(Sl 40:17a).

3. Sentimento de auto-suficiência. “Rico sou e de nada tenho falta”. É a expressão que dá início à “mornidão espiritual”. É o primeiro fator que é apontado pelo Senhor Jesus na identificação da “mornidão” da igreja de Laodicéia, que resultaria no seu vômito da boca do Senhor.

“Querer ser igual a Deus” foi sempre o grande mal do ser humano. “Querer ser o dono do seu nariz”, “querer tomar conta da sua vida”, é a grande mentira que o diabo tem contado a milhões e milhões de seres humanos e que tem levado multidões para a perdição. Há um grande risco quando alguém, tendo conhecido a Cristo e O aceitado como seu único e suficiente Senhor e Salvador, começa a entender que pode servir a Deus “do seu jeito”, “à sua maneira”.

Rico sou e de nada tenho falta”, ou seja, “não preciso fazer isto ou aquilo para me salvar”, “tal e qual exigência da Bíblia não vale mais para o nosso tempo”, “isto era naquele tempo, agora não é necessário”, “isto não faz mal, é implicância da igreja (ou do pastor)”. Estes são sentimentos de auto-suficiência expostos por pessoas que pertencem a uma igreja “morna espiritualmente”, e que tem levado muitos, mas muitos mesmo, à perdição. A proliferação de movimentos religiosos nos dias em que vivemos, em especial de denominações ditas evangélicas, é, em grande parte, consequência deste sentimento de auto-suficiência.

II. CONSEQUÊNCIAS DA POBRESA ESPIRITUAL DA IGREJA APÓSTATA

Em Sua carta à igreja de Laodicéia, o Senhor Jesus mostra as tristes consequências da igreja apóstata, que busca as riquezas materiais em detrimento às espirituais. Ele afirma que, por causa da mornidão, vomitaria da Sua boca aquela igreja, ou seja, lançá-la-ia fora da Sua presença, um gesto extremo e drástico, mas que revela quão abominável para o Senhor é esta situação espiritual, situação em que, lamentavelmente, se encontram muitos, mas muitos mesmos, dos que cristãos se dizem ser.

1. A “desgraça”. Jesus disse que aquela igreja era desgraçada, ou seja, não tinha a graça de Deus. Quando se acha que é rico e que de nada se tem falta, a pessoa simplesmente rejeita a graça de Deus e que é o homem sem esta graça? Uma igreja sem a graça, uma igreja “desgraçada” é uma infeliz, é uma coitada, é um ser que somente merece a condenação eterna, ser lançada fora da presença do Senhor e habitar, para todo o sempre, pela sua petulância e atrevimento, nas trevas exteriores, onde há pranto e ranger de dentes (Mt 8:12; 22:13; 25:30).

2. “Miséria espiritual”. O “morno” é um miserável, porque nada tem, não vale coisa alguma, é desprezível, tem falta de tudo. Por isso, aliás, os “mornos espirituais” estão a correr atrás de fama, posição social, dinheiro e emoções as mais variadas, entrando no círculo vicioso do hedonismo, da filosofia dos prazeres, que domina os nossos dias. Por que muitos crentes estão buscando, a todo custo, uma “alegria carnal”, emoções e “sentimentos fortes”, indo de um lado para outro para saciar a sua alma? Porque são miseráveis, não têm coisa alguma, estão vazios, desprovidos de qualquer espiritualidade.

3. “Pobreza espiritual”. Jesus diz ao dirigente da igreja de Laodicéia (que representa toda a igreja, até porque, nesta carta, o Senhor, ao contrário de outras cartas, não faz qualquer ressalva ou exceção, dando a entender que não havia ali qualquer remanescente fiel) que ele era pobre. Esta pobreza não deve ser confundida com a “pobreza de espírito”, que o Senhor aponta como sendo a primeira bem-aventurança (Mt 5:3) - pobreza esta que nada mais é que o sentimento de dependência de Deus, ou seja, exatamente o contrário da auto-suficiência, da arrogância apresentada pelos laodicenses.

A “pobreza espiritual” apontada pelo Senhor Jesus na igreja de Laodicéia é a situação de carência, de falta de tudo pela ausência de Deus na vida. Os laodicenses diziam que eram ricos, que não tinham falta de coisa alguma, ou seja, rejeitavam qualquer ajuda de Deus, não queriam pedir-lhe coisa alguma. Por causa disso, como não se submeteram ao Senhor, como não lhe pediram coisa alguma, nada tinham. Eram pobres, carentes, despidos de qualquer riqueza espiritual.

Hoje, a igreja paralela à Igreja Fiel, não mais se vê a operação do poder de Deus. Desapareceram os sinais e maravilhas. Não há mais batismo com o Espírito Santo nem a manifestação dos genuínos e autênticos dons espirituais. Em seu lugar, aparecem “inovações”, as “neobesteiras pentecostais”. O poder de Deus é trocado pelo misticismo barato e debalde, fruto de muito bem elaboradas técnicas de domínio das mentes, naturais e, não raras vezes, demoníacas. Não há mais pregações ungidas pelo Espírito de Deus e, como resultado, não se tem mais conversões nem crescimento espiritual dos crentes. O louvor que  aproximava de Deus, que fazia o povo chorar e glorificar a Deus, que quebrantava os corações, foi substituído pelos balanços carnais, pelas músicas exaltadoras dos intérpretes e instrumentistas, que animam as danças e coreografias, que transformam os cultos em shows e entretenimentos. O convite ao pecador para se arrepender dos seus pecados foi trocado pela oferta de sensações e de riqueza material, a renúncia de si mesmo deu lugar à auto-exaltação e auto-afirmação diante de Deus, a ponto de se “exigir direitos” e “fazer determinações” ao Senhor Todo-Poderoso. Que miséria!

4. “Cegueira espiritual”. A cada dia que passa multidões e multidões passam a praticar verdadeiras abominações em nome de Deus ou a pretexto de servi-lo. Um sem-número de inovações e modismos chegam, instalam-se e conquistam o coração e a mente de muitos crentes, vários deles com anos e anos de fé. Como explicar isto? É a cegueira que resulta da “mornidão espiritual” em que estes se encontram.

5. “Nudez espiritual”. A nudez representa a perda da santidade, a perda da separação do pecado. Não é por outro motivo que o Senhor, ao se referir ao remanescente fiel nas igrejas da Ásia Menor, sempre diz que estes servos usavam vestes brancas (Ap 3:5,18). Só podem estar diante de Deus aqueles cujas vestes estiverem brancas (Ap 4:4; 7:9,13). A nudez está vinculada à prática do pecado, à traição diante de Deus, à prostituição espiritual (cf Lm 1:8; Ez 16:36,37).

6. Perdição Eterna. Jesus disse que vomitaria da Sua boca essa igreja por causa do seu triste e lamentável estado espiritual. Por isso, a igreja de Laodicéia é o tipo da chamada “igreja apóstata” ou “igreja paralela”, a igreja que, por causa de seu desvio espiritual, não será arrebatada no glorioso Dia da vinda do Senhor Jesus Cristo. Como se costuma dizer, em meio a tantas denominações, convenções, ministérios e comunidades, só há, diante de Deus, duas igrejas: a que vai ser arrebatada (“a que vai subir”) e a que não será arrebatada (“a que vai ficar”). A igreja de Laodicéia representa esta igreja que vai ficar, que não será levada pelo Espírito Santo ao encontro do Senhor nos ares.

III - O QUE É A VERDADEIRA PROSPERIDADE

A verdadeira prosperidade não se limita a posse dos bens terrenos, mas principalmente no reconhecimento e na aquisição dos bens espirituais e eternos. No sermão do monte, dirigido à Igreja Fiel, Jesus faz questão de mostrar que o que levará os homens a glorificar a Deus por causa dos seus discípulos, não é, como ocorria com Israel, a prosperidade materialmas, sim, a presença de boas obras (Mt 5:16). Enquanto Israel engrandeceria o nome do Senhor por intermédio de bênçãos materiais (Dt 28:10), a Igreja levaria as nações a glorificarem a Deus pela sua conduta, pelo seu comportamento, por ser luz do mundo e sal da terra.

1. A verdadeira prosperidade é ter a Deus como Bem maior

·        O versículo 25 do Salmo 73 expressa a verdadeira prosperidade do homem: Deus como o seu Supremo Bem, assim como o seu mais sublime desejo – “A quem tenho eu no céu senão a ti? E na terra não há quem eu deseje além de ti”. É o mesmo anseio de Davi (Sl 42:1,2) e de outros fiéis da história que se sentiram inquietos pela necessidade da presença do Deus vivo! Que outro bem maior pode o homem ter além de Deus?

·         Quando a multidão estava abandonando a Cristo, e não queria mais segui-lo, Ele perguntou aos discípulos: Quereis vós também retirar-vos? Ao que Pedro lhe respondeu: “Senhor, para quem iremos nós? Tu tens as palavras da vida eterna” (João 6:67,68). A resposta de Pedro é digna de bastante atenção. Com efeito, ele disse: “Senhor, como podemos te deixar? Tu ensinas as doutrinas que conduzem à vida eterna. Se nós te deixarmos, não há mais ninguém a quem poderíamos seguir. Deixar-te seria selar nossa condenação”. Para Pedro, Deus era o seu bem maior.

·         O apóstolo Paulo disse: “O que para mim era ganho reputei-o perda por Cristo. E, na verdade, tenho também por perda todas as coisas, pela excelência do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor; pelo qual sofri a perda de todas estas coisas, e as considero como escória, para que possa ganhar a Cristo” (Fp 3:7,8). Paulo apresenta sua grande renúncia. Ele relaciona aqui seus “lucros e perdas”. De um lado, lista as coisas que acabou de mencionar, que para ele haviam sido vantajosas e podem ser consideradas lucro. Do outro lado, escreve apenas uma palavra: Cristo. Comparado com o grande tesouro que havia achado em Cristo, todo o resto é como nada. Ele até os considera “perda por causa de Cristo”. Todo o ganho financeiro, todo o ganho material, todo o ganho moral, todo o ganho religioso – tudo resulta em nada quando comparado com o seu grande ganho em Cristo. Para Paulo, Cristo era o seu bem maior. E pra você?

2. A verdadeira prosperidade é possuir riquezas espirituais

·
         O apóstolo Paulo nos exorta a buscar e a pensar nas “coisas que são de cima” (Cl 3:1,2).

·
         Pedro não tinha prata nem ouro, mas tinham autoridade para curar em nome de Jesus (At 3:1-6).

·
         A igreja de Laodicéia era materialmente rica, mas vivia em miséria espiritual. Por isso, foi repreendida pelo Senhor Jesus (Ap 3:17-18). Enquanto que a igreja de Esmirna vivia em pobreza, e o Senhor Jesus disse que ela era rica (Ap 2:9).

3. A Verdadeira Prosperidade significa êxito, triunfo. A prosperidade verdadeira é o triunfo, o êxito em alcançar o fim da nossa féa salvação da nossa alma (1Pe 1:9). Eis o motivo pelo qual Asafe, quando via apenas os bens materiais acumulados pelos ímpios, quase se desviou da fé (Sl 73:2), mas, ao entrar no santuário de Deus, pôde entender o fim (Sl 73:17), ou seja, o verdadeiro triunfo, o verdadeiro êxito, que é o de obter a salvação da vida na pessoa bendita de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. Somente neste fim, diz o profeta Malaquias, veremos a diferença entre o justo e o ímpio (Ml 3:18), entenderemos quem, na verdade, é o exitoso, o triunfante, pois de que adianta ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma? (Mc 8:36).

O apóstolo Paulo disse: “Porque nada trouxemos para este mundo, e manifesto é que nada podemos levar dele” (1Tm 6:7). E o escritor da Epístola aos Hebreus, disse: “Porque não temos aqui cidade permanente, mas buscamos a futura” (Hb 13:14).

CONCLUSÃO

Diante do que foi exposto,
 quero parafrasear Asafe, autor do salmo 73, com relação aos versículos 25 e 26: “Para mim, é suficiente saber que tenho a Ti no Céu; isso me torna um homem riquíssimo; já não tenho mais desejo de coisa nenhuma aqui na Terra. Que os perversos fiquem com suas riquezas! Quanto a mim, estou satisfeito com o Senhor. Ainda que meu corpo e meu coração desfaleçam, Deus é a fortaleza da minha vida e nele disponho de tudo que preciso e desejo eternidade afora”.

A verdadeira prosperidade da Igreja é Cristo. NEle repousa toda as riquezas de Deus (Ef  2:7). Com Ele, temos razões para estarmos sempre contentes, trabalhando sempre, com respeito e dignidade (Ef 4:28; 1Ts 2:9; 2Ts 3:8), mas confiando nEle que nos supre do que temos real necessidade (Mt 6:33).

----------

Elaboração: Luciano de Paula Lourenço – Prof. EBD – Assembléia de Deus – Ministério Bela Vista. Disponível no Blog: http://luloure.blogspot.com

Referências Bibliográficas:

William Macdonald – Comentário Bíblico popular (Antigo Testamento).
Bíblia de Estudo Pentecostal.

Bíblia de estudo – Aplicação Pessoal.

Revista Ensinador Cristão – nº 49.

O Novo Dicionário da Bíblia – J.D.DOUGLAS.

Comentário Bíblico Beacon – CPAD.

Comentário Bíblico NVI – EDITORA VIDA.

Ev. Caramuru Afonso Francisco – A Mornidão espiritual.



UMA IGREJA VERDADEIRAMENTE PRÓSPERA
TEXTO ÁUREO - Mas, buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas. Mateus 6.33.

VERDADE PRÁTICA - A verdadeira prosperidade consiste em ter A Deus como o nosso Supremo Bem, como nosso Criador, Salvador e Senhor.

INTRODUÇÃO

Denomina-se Teologia da prosperidade o conjunto não sistematizado de doutrinas que ensinam que a prosperidade econômica e o êxito nos negócios materiais são evidências externa da salvação. É um ensino que se tornou comum por muitos pregadores e também em algumas igrejas. As quais estabelecem que Deus faz questão de que os crentes sejam prósperos em tudo, mas particularmente na área  financeira.

O ensino da Teologia da prosperidade é um paradoxo diante da realidade, pois nem todos os crentes são curados ou prósperos financeiramente como querem os defensores dessa doutrina. Os pregadores que defendem essa idéia geralmente não pregam não Países Mais pobres e subdesenvolvidos, preferem os grandes centros urbanos onde se pode viver mais esplendidamente. Esse Evangelho de prosperidade enfatiza as riquezas materiais, em vez do provedor das riquezas. A confiança nas riquezas materiais tem dado causa que muitos esqueçam de depender de Deus.  Essa não é a verdadeira prosperidade que Deus tem prometido ao seu povo.

O QUE É PROSPERIDADE

Estaremos estudando a promessa da verdadeira prosperidade. Este assunto tem sido alvo de falsos ensinamentos nos dias tão difíceis em que vivemos. - A palavra “prosperidade” vem do latim “prosperitas”, cujo significado é “ventura, boa saúde”, que tem como raiz “prosper”, que significa “feliz, venturoso, ditoso”. Vemos, pois, que “prosperidade” está ligado a satisfação, prazer. A verdadeira prosperidade esta ligada a uma vida de comunhão com Deus que é a fonte inesgotáveis de todos os verdadeiros tesouros, temos que tomar cuidado de quando falarmos de prosperidade não se voltarmos apenas para o lado material, mas também esta relacionado principalmente o espiritual, assim sendo não  há como haver prosperidade sem que busque a Deus
POR QUE OS ÍMPIOS PROSPERAM

1. A decepção de Assaf. A prosperidade dos ímpios incomodou a Assaf como incomoda alguns crentes. Salmos 73.1-16.  Davi também teve essa mesma percepção. Salmos. 37.1-40. Parece-nos não nos conformar com a prosperidade das pessoas más, egoístas, violentas, opressoras e descrentes. Os salmistas, Davi e Assaf, buscam orientar, animar e sustentar a esperança do crente fiel para que este se mantenha firme diante de toda provocação causada pela prosperidade dos ímpios. 

Diante do sucesso dos malvados, recomendam: não se exasperar, não ter inveja, confiar no Senhor e fazer o bem, habitar a terra e cultivar a fidelidade, por suas delícias no Senhor, confiar seu caminho ao Senhor e Nele esperar, isto acalma a ira, e reprime o furor; evitar o mal e fazer o bem; observar o homem íntegro e ficar atento no que é reto; todas estas recomendações são justificadas pela fé na atuação de Deus. Ele satisfará os desejos de teu coração; fará surgir tua justiça como a aurora e o teu juízo como o meio-dia; Ele realizará os desejos de teu coração e atuará; os malfeitores serão exterminados e os que esperam no Senhor possuirão a terra; 
O Senhor se ri do ímpio, porque vê chegando seu dia; o Senhor firma os passos do homem, e o sustenta pela mão; Ele ama o que é justo; Ele conhece os dias dos íntegros; o Senhor não abandona os que lhe são fiéis; o Senhor não entrega o justo nas mãos dos ímpios, nem permite que o condenem no tribunal; Ele te dará posse da terra; o Senhor socorre e livra os justos. A prosperidade crescia entre os ímpios, em conseqüência disso fora escrita estas instruções para os crentes. 

Assaf, Davi, Jeremias, Habacuque, questionam dos ímpios prosperarem; mas o direito de desenvolver as suas potencialidades humanas e prosperar intelectualmente, adquirir uma boa profissão e consequentemente boa remuneração e melhor lugar na classe social é direito de todos. O contexto nos faz entender que eles questionam e não se conformam com o fato dessas pessoas prosperarem e se tornarem injustas, arrogantes, prepotentes e pior, esquecem de Deus.

2. O questionamento de Assaf. O mesmo questionamento de Assaf, fora feito pelo profeta Jeremias. Porque prosperam os malvados? Jeremias. 12.1-6, o mais grave o profeta acusa Deus, uma tremenda acusação contra Deus, de o ímpio prosperar; Deus responde duramente. Outro que questionou Deus foi Habacuque. Habacuque 1.2; 2.4, 12-17, e sem dúvidas constitui a preocupação central do livro de Jó.

Jeremias replica, por essa “injustiça”, acusa Deus de permitir o domínio dos ímpios sobre os justos, apesar destes serem: desleais, usarem dos feitos de Deus para encobrirem as más, provocarem a destruição dos animais e aves, e propagarem mentiras sobre Deus, ações O profeta justifica sua acusação, mencionando algumas conseqüências danosas e provocadas pelos prósperos ímpios  a), a gula de prosperidade alimenta e multiplica a deslealdade; b), a ansiedade pelo lucro fácil não tem limites, agredindo e destruindo a natureza a flora e a fauna a ponto de justificar seus atos com uma mentira, Deus não vê o nosso futuro. O pequeno diálogo se encerra de modo surpreendente para o profeta, ele não recebe uma resposta satisfatória e tranqüilizadora para o problema do mal e do sofrimento, provocado pelas pessoas prósperas e ímpias, que ele experimentava na própria carne.

3. A descoberta de Assaf. A forma de prosperidade, denunciada por Jeremias e Assaf, é extremamente perigosa para a estabilidade e o bem-estar da vida humana. É uma prosperidade que gera pobreza, desnível social, descrença, sacrifício dos mais fracos, falta de sensibilidade para com a natureza, soberba de uns e humilhação de outros, complexos de inferioridade, medo. Tudo isso ocorre porque o valor maior é o dinheiro, a promoção pessoal, o êxito empresarial. 

Quando a dignidade humana estiver sujeita ao dinheiro, o mundo ficará perigoso para se viver. É por essa razão que o salmista pede socorro. Salmos. 12.1 e Jeremias se impacienta: “Até quando”? Jeremias. 12.4. O sistema de vida que a teoria da prosperidade defende está cheio de competições: patrão/empregado; nação rica/nação pobre. 
Quem é mais forte explora ou elimina o mais fraco.

Jeremias, Assaf, Habacuque e o rei Davi ensinam o crente como enfrentar o sistema de vida dos prósperos. Ambos sugerem formas para confrontar esse inimigo. Sugerem formas de enfrentar essa praga que está apagando da memória do povo o conhecimento de Deus. Jeremias reflete toda a perplexidade do crente diante do crescimento de prosperidade e poder dos ímpios. Tentam instruir os crentes fiéis para enfrentar o problema.

A solução do problema em torno da prosperidade dos ímpios e do sofrimento dos justos não é imediata. A Bíblia ensina que a superação desse problema não tem data marcada, mas está na fidelidade do justo. Eles não orientam os perplexos crentes a fugirem para longe dos ímpios, mas a se manterem firmes na fé, que é duradoura, enquanto que a prosperidade material é efêmera. 

Priorizar a busca pelos bens materiais, colocando-os acima de Deus e de seu Reino, é uma espécie de idolatria das coisas. Salmos 52.7; 62.10; Provérbios 11.28; 23.4,5; Jeremias 9.23; Mateus 6.19-21, 24,33; Lucas 8.14; 12.13-31; Romanos 1.25; I Timóteo 6.17-19; II Timóteo 3.4; Tito. 3.3. Geralmente, a falsa prosperidade vem acompanhada da avareza e da cobiça.  Êxodo 20.17; Lucas 12.15; Efésios 4.19; 5.3; I Timóteo 6.10; II Pedro 2.3.
O SIGNIFICADO DA VERDADEIRA PROSPERIDADE.

1. Deus é o nosso Supremo Bem. O Deus Criador é nosso Supremo Bem, e criou este mundo e tudo o que nele há, e toda sua criação é essencialmente boa, e o homem tem a liberdade de usufruir de todo dom de Deus. observando que o espiritual tem prioridade sobre o material,à luza da Bíblia e não na ótica da filosofia pagã, conforme Mateus 6.19-34; Romanos 13.14; Colossenses 3.1-3; Hebreus 13.14; I João 2.15-17. A Bíblia não se contradiz quando afirma que devemos nos alegrar com todos os dons que Deus nos concedeu. I Reis 4.20; Salmos 23. 5; Salmos 104.14,15; Eclesiastes 3. 12,13; 5.19. Estas são bênçãos espirituais e materiais. 

Portanto devemos ter em mente que o mal não está nas coisas, mas no coração do próprio homem. Marcos 2.15-17; Lucas 7.36-38; 19.1-10; João 2.1-11; Mateus 8.11; Lucas 15.22-14.
Esta liberdade do crente usufruir das coisas boas, ainda que materiais tem base numa fé esclarecida, na convicção Romanos 14.2,5, 14, 23, no conhecimento do Deus que tudo criou. I Coríntios 10.26: I Timóteo 4.4. Conhecimento de Jesus como Senhor. Romanos 14.14, cuja redenção abrange a criação toda. Colossenses 1.13-20.

2. Deus é a fonte da verdadeira prosperidade. Jamais devemos questionar a prosperidade que Deus proporciona aos seus filhos, mas temos que saber, o que determina nossa prosperidade é o nosso posicionamento e a consciência de onde vem essa prosperidade. Deus é a fonte de nossa prosperidade, pois Ele é dono de todo ouro e de toda prata. 
Quando temos uma aliança com Deus da prosperidade podemos ter a certeza que em todas as coisas seremos supridos. Uma coisa é certa quem anda com Deus, anda na estrada da prosperidade. Ser fiel ao Senhor é ser prospero, podemos perceber que essa marca existe na Igreja do Senhor. Estamos debaixo desta cobertura, desta autoridade e assim podemos desfrutar das riquezas que o Senhor reservou para nós. Lucas 12.42-47; Deus sendo o dono tudo somos administradores do que Ele coloca a nossa disposição. Mateus 16.15. 

Nesse ponto de vista incluem-se os bens materiais, que devem ser administrados sob a perspectiva de que também pertencem ao Senhor. Cabe-nos, porém esforçar-nos, pois a Bíblia condena a preguiça Provérbios 6.6; e honra aqueles que trabalham, estudam se preparam Mateus 25.24-25. Para quem compreende esta verdade: o dinheiro e outros bens não são fins em si mesmo, mas instrumentos para ser utilizado segundo a ótica do Reino de Deus. Provérbios 3.9-10.

COMO ALCANÇAR A VERDADEIRA PROSPERIDADE

1. O Novo Testamento e a verdadeira prosperidade. Algo que parece relativamente simples é um grande desafio, quando se constata pela nossa vivência, a certeza de que as razões dos nossos conflitos e das nossas dificuldades residem nessa necessidade do desapego na busca do poder material, apontando para uma grande divisão dentro do  homem. Não há possibilidade de se buscar a justiça sem viver, em profundidade desapego aos bens materiais. Há dois tipos de pobreza: a material (que é aquela mais evidente) e a espiritual. 

No contexto do Antigo Testamento, havia uma forte idéia de que quando alguém faz uma coisa errada, diante de Deus ele é castigado, perdendo bens e se ele é rico, então é porque ele é perfeito. O indivíduo que tivesse muitas propriedades, uma família bem estruturada estava agindo corretamente. O livro de Jô mostra isso, pois, tendo perdido tudo e mantendo-se fiel a Deus, ele recupera tudo. Uma visão muito clara de que a riqueza material correspondia a uma graça divina. 

Os profetas começam a mudar essa visão de que a carência material é castigo divino e a riqueza material é bênção. O Novo Testamento mostram que o que se deseja com prioridade é a riqueza espiritual que significa não colocar na riqueza material a sua esperança de salvação. Deuteronômio 8.13; Salmos 62.10; Provérbios 28.20; Mateus 19.23; Marcos 4.19; I Timóteo 6.9.

Nós necessitamos dos bens; Apenas que nós não devemos fazer do Acúmulo de riquezas o objetivo de nossa vida em detrimento da vida de outras pessoas. E o interessante é que se nós achássemos que o Senhor gosta da pobreza material, todos nos queríamos ser na ilusão de estarmos agradando a Ele.  É justamente o contrário, a promessa de Deus é que todas essas coisas        (materiais) serão acrescentadas, e que o homem tenha justiça tão grande que não precise haver essa carência no mundo.  Gênesis 13.2; 26.14; 30.43; 32.5; II Samuel 19.32; I Crônicas 29.28; II Crônicas 1.15; Jó 1.3;  Mateus 27.57.

2. Vivendo a verdadeira prosperidade. Todas estas bênçãos virão sobre os crentes que vivem em obediência a Deus e a Sua Palavra. Deuteronômio 28.2. Aqueles que pecam e escondem as suas transgressões não prosperam. Provérbios 28.13; Mateus. 3.2; somos abençoados em tudo o que pomos as mãos. 

 Deuteronômio 29.9; somos aconselhados a buscar ao Senhor e prosperar. II Crônicas 26.5; crentes generosos prosperam. Provérbios 11.25; Mateus. 25.26,27; os que confiam no Senhor prosperarão. Provérbios 28.25, mesmo nas aflições podem ser prósperos. Gênesis 41.52, pois esta é à vontade e a promessa de Deus para nós. III João 2. Mateus. 6.10; 26.39; Hebreus. 10.7-9, obedecer ao Espírito Santo. Romanos. 8.14, permanecer separados do mundo. Romanos. 12.1,2; II Coríntios. 6.16-18, amar a Palavra de Deus. Tiago. 1.21; I Pedro. 2.2, buscar a sua ajuda em oração Mateus. 6.11; Hebreus. 4.16, trabalhar com afinco II Tessalonicenses. 3.6-12; I Pedro. 5.7 e claro, o nosso texto de ouro: viver segundo o princípio de buscar primeiro o reino de Deus e a sua justiça. Mateus. 6.33.

AS CARACTERÍSTICAS DA PROMESSA BÍBLICA DA PROSPERIDADE

Dentro das promessas bíblicas a prosperidade é resultado de uma vida de comunhão com o Senhor, em obediência a ele, na verdade é uma conseqüência  de uma vida de obediência a Deus.
Como filhos e querendo ganhar alguma coisa de nosso pai terreno, sempre procuramos lhe agradar, este agradar é causar uma satisfação no coração de nosso pai para depois pedirmos o que queremos na vida com Deus é da mesma forma se queremos receber as suas benção temos que provocar satisfação em seu coração.

Como a prosperidade na Bíblia esta relacionada a vida com Deus, posso afirmar que sem Deus não há prosperidade, e sim ilusão. Os verdadeiros tesouros estão no céu, onde a ferrugem não corrói e a traça não chega, o ladrão não rouba, onde só a justiça e felicidade.
Não esquecendo que é uma promessa condicional, a satisfação não esta relacionada aquilo que temos de bem material mas sim a comunhão com o Senhor, a certeza de salvação e o poder do Espirito Santo em nossa vida. Aleluia.

A verdadeira prosperidade coloca, a posse dos bens materiais no seu legítimo lugar, ou seja, um lugar secundário, o lugar do “acréscimo”, daquilo que é necessário mas que, por ser passageiro e vinculado a esta existência terrena, nunca poderá ser a prioridade ou o alvo de uma vida de comunhão com Deus, de uma vida feliz. É neste sentido que, em continuidade ao Seu ensino, o Senhor Jesus diz que a pessoa próspera busca primeiramente o reino de Deus e a sua justiça, sabendo que tudo o mais será acrescentado (Mt.6:33).

Erramos quando colocamos os bens materiais como prioridade, e não como acréscimo ou resultado daquilo que Deus nos dá. Não posso por como regra geral, porque muitas pessoas fiéis passam dificuldades porque Deus decidiu prová-los, mas a prosperidade é o resultado de uma vida com Deus, qual pai que seu filho lhe agradando não  dara o melhor a seu filho. Assim é Deus quanto mais lhe agradamos mas ele tem para nos dar, tanto nesta vida como na vida eterna.

EM BUSCA DA PROSPERIDADE
            Quando se fala em prosperidade nos meios evangélicos, imediatamente vem no coração o desejo em adquirir para si, abundância de bens materiais e viver em esplêndida mordomia. Mas o que diz a palavra do Senhor sobre a prosperidade material, no Antigo e no Novo Testamento do Senhor Jesus?           

Em meditação na palavra do Senhor, especificamente no Antigo Testamento encontramos várias referências, onde o Senhor prosperava espiritualmente os que o temiam e lhes eram fieis.  Também lhes concedia muitas bênçãos e prosperidades materiais, como recompensa pela fidelidade.

Podemos citar como exemplo, Abraão, o rei Davi, Salomão, Jó, mesmo depois de ter sido provado e perdido todos os seus bens, e pelo seu temor, humildade e reconhecimento a autoridade e poder do Deus altíssimo, foi agraciado novamente com os seus bens materiais, em porções dobradas.  E mesmo em Malaquias 3.10, há promessa deprosperidades materiais para os dizimistas fieis, conforme uso da Lei de Moisés (Números 18.21-26). 
            
Porém, no Novo Testamento do Senhor Jesus, não encontramos mais a promessa de prosperidades materiais para os que se arrependerem dos seus pecados, para os que lhes são fieis.

Após Cristo ter-se dado em sacrifício vivo para remissão dos nossos pecados, para alcançarmos a salvação, as prosperidades materiais tornaram-se coisas insignificantes, pequenas diante da grandeza de Deus em nos proporcionar a oferta da vida eterna, pois, agora temos uma melhor e mais confortável esperança em Jesus Cristo, encontramos a vida, pela morte de Cristo na cruz. Algo infinitamente superior a todos os bens materiais deste mundo.  

            E não há enigma algum para entender isso. Antigo Testamento: Bênçãos e prosperidades materiais para o homem fiel a Deus. Novo Testamento: Paz no coração e oferta de vida eterna para os que crêem e guardam os mandamentos do Senhor até o fim.
            
Mas, lamentavelmente, os “eruditos” líderes das grandes igrejas que fazem a mídia no ambiente evangélico, criaram um cifrão ($ )  como símbolo de fé para os que buscam a prosperidade,  priorizando a vontade da carne e a materialidade, em detrimento a graça, as bênçãos espirituais e a oferta da salvação para a vida eterna.

Só vêem o que está diante do nariz, mas não tem olhos espirituais para ver a grande divisão que há entre o Antigo e o Novo Testamento do Senhor Jesus Cristo. Não anunciam o que é mais importante do que todos os bens deste mundo, o propósito de Deus para o homem, a salvação da vida eterna.

O dinheiro poderá  suprir algumas necessidades materiais, e trazer alegria momentânea para as coisas deste mundo, mas também não compra tudo, e jamais irá lhe proporcionar a oportunidade de provar o dom celestial e à consolidação na esperança da salvação para os dias vindouros.
            
Hoje, libertos do jugo da lei e vivendo pela “graça” do Senhor Jesus Cristo, a nossa primazia não pode continuar voltada para asprosperidades materiais.  No Novo Testamento não há uma só referência; sequer um versículo de promessa de abundância materialpara os que esperam pela vinda de Cristo (se alguém souber me informe).  “Ele” nos dá a confortável confiança que não precisamos nos preocupar com o amanhã, com coisas materiais como alimento e as vestes. Devemos sim, buscar em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça e as demais coisas nos serão acrescentadas. Isso é, o essencial para o nosso cotidiano, porque a inquietação com o amanhã são coisas dos gentios, aqueles que não temem e nem confiam no poder do Senhor (Mateus 6.25-33). 

            No Evangelho de Lucas 18.28 – 30, disse Pedro a Jesus: Eis que nós deixamos tudo e te seguimos.
Respondeu-lhes disse: Na verdade vos digo que ninguém há que tenha deixado casa, ou pais, ou irmãos, ou mulher, ou filhos pelo Reino de Deus; e não haja de receber muito mais neste mundo e, na idade vindoura, a vida eterna.

       A palavra do Senhor no livro de Mateus 6.24 diz: “Ninguém pode servir a dois senhores, ou serve a Deus ou a mamon” (quer dizer dinheiro, riqueza, poder, bens materiais, viver para o mundo).

          A parábola do rico insensato: Lucas 12.13 a 21, disse-lhe um da multidão: Mestre, dize a meu irmão que reparta comigo a herança. Mas Jesus lhe disse: Homem, quem me pôs a mim por juiz ou repartidor entre vós?  E disse-lhes: Acautelai-vos e guardai-vos da avareza, porque a vida de qualquer não consiste na abundância do que possui.

E propôs-lhe uma parábola dizendo: A herdade de um homem rico tinha produzido com abundância; e arrazoava ele entre si dizendo: Que farei? Não tenho onde recolher os meus frutos.
E disse: Farei isto. Derrubarei os meus celeiros e edificarei outros maiores, e ali recolherei todas as minhas novidades e os meus bens. E direi a minha alma: Alma tem em depósito muitos bens para muitos anos; descansa, come, bebe, e folga.  

Mas Deus lhe disse: Louco, esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado para quem será? Assim é aquele que para si ajunta tesouros, e não é rico para com Deus.
           
 Hoje continua da mesma forma, muitos buscam a Cristo como um juiz repartidor de bens materiais. Querem fazer grandes celeiros, e a viverem uma vida farta.  Porém esquecem a finalidade principal da aspersão do sangue de Cristo na cruz, para nos dar da sua “graça”, remir os nossos pecados e nos ofertar a vida eterna, para vivermos num lugar onde a morte já não existe mais, e não haverá mais pranto, nem dor e nem clamor, porque Deus enxugará dos seus olhos toda lágrima.

            Na carta aos Romanos 12.16, a palavra do Senhor diz: Nãodevemos ambicionar coisas altas, mas acomodar as humildes.

            I Timóteo 6.7-11: Porque nada trouxemos para este mundo, e dele nada levaremos, mas tendo roupa e alimento, estejamos com isso contente.
Mas os que almejam bens materiais caem em tentação e acabam na perdição e ruína. Porque o amor do dinheiro é a raiz de todas as espécies de males, e nessa cobiça, alguns se desviaram da fé traspassando a si mesmo com muitas dores.

E ainda alerta que o homem de Deus deve fugir destas coisas materiais e seguir a fé, a caridade, a paciência, e a mansidão.

I Coríntios 15.19 – Se esperamos em Cristo só nesta vida, somos os mais miseráveis de todos os homens.

Jesus alertou:
Mateus 6.19 a 21: Não ajunteis tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem tudo consomem, e onde os ladrões minam e roubam. Mas ajuntai tesouros no céu, onde nem a traça nem a ferrugem consomem, e onde os ladrões não minam, nem roubam. Porque onde estiver o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração.

Mateus 19.24: É mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulha do que um rico entrar no reino do céu.

Mateus 16.26 - Que aproveita o homem se ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?
          
A palavra do Senhor ainda faz uma exortação aos ricos deste mundo, que colocam o seu coração na incerteza das riquezas, nas coisas materiais:Como dizem: Sou rico e de nada tenho falta, mas não sabe que é um desgraçado, e miserável, e pobre e nu e cego (Apocalipse 3.17).

        Mas deixou também o conforto espiritual para os que confiam verdadeiramente no seu poder, dizendo:

            Hebreus 13:5: Sejam vossos costumes sem avareza, contentando-vos com o que tendes; porque ele disse: Não te deixarei, nem te desampararei.

A IGREJA SUA NATUREZA E MISSÃO

Atos 2. 41-47; Efésios 1. 22; Colossenses 1. 18-24

A IGREJA NA PERSPCTIVA BÍBLICA E TEOLÓGICA

1. Uma visão cristocêntrica da Igreja. Em Mateus 16.18 Cristo cita duas palavras da mesma raiz, mas com significados diferentes, que expressam a dimensão exata da revelação. A primeira, petros (o nome do discípulo), significa um fragmento de pedra. A segunda, petra, traduz-se como rocha inabalável (1 Pe 2.4-7). Está claro que o Senhor, ao mesmo tempo em que reconheceu a sensibilidade espiritual de Pedro, como um fragmento de pedra, deixou também estabelecido que a Igreja seria edificada sobre aquela pedra inabalável - Cristo, o Filho do Deus vivo - isto é, a confissão pública sobre Cristo, que o apóstolo acabara de fazer.

 2. O sentido da palavra “igreja” no original. O termo “igreja” no original grego é composto da preposição ek “fora de” e o verbo kaleõ “chamar”. Igreja (ekklêsia) denota um grupo de cidadãos “chamados para fora”. Corresponde literalmente a “uma convocação de cidadãos de uma cidade para fora de suas casas mediante o soar de uma trombeta a fim de reuni-los em assembléia”. Os verdadeiros crentes são convocados para fora do pecado, para viverem em plena comunhão com o Senhor Jesus Cristo.

3. A Igreja na perspectiva do Novo Testamento. Nesta parte da Bíblia temos vários conceitos sobre a Igreja.

a) Igreja visível e invisível. A Igreja é um só organismo independente dos títulos e das denominações existentes. Entretanto ela pode ser vista sob dois aspectos:
visível e invisível. A Igreja invisível representa singularmente o povo de Deus espalhado em todo o mundo, enquanto que a Igreja visível refere-se à igreja local, a uma comunidade de pessoas num determinado lugar.

b) Corpo universal de Cristo. A Igreja de Cristo como corpo possui diversos órgãos e muitos membros, mas todos trabalham de forma orgânica e harmônica, interligados, em função do corpo. Ela é composta de todos os cristãos autênticos em toda a história do cristianismo (Mt 16.18; 1 Co 12.27; Ef 3.10,21; 5.23-32; Hb 12.23). São milhões de membros espalhados pelo mundo. Quando todos cumprem a sua parte, a Igreja se beneficia, mas se algum deles está enfermo espiritualmente e não é logo restaurado, afeta todo o corpo.

c) Igreja local. A igreja local é o lado visível da Igreja que vivencia em sua forma comunitária a mesma herança apostólica, os mesmos ideais de vida, e as mesmas expressões de fé (Rm 16.1; Cl 4.16; Gl 1.2,22; At 14.23).

Ávida em comunidade foi uma das características predominantes dos cristãos primitivos (At 2.46; 4.32,33; 5.42; 12.5,12). Eles freqüentemente se reuniam motivados sempre pela mesma razão: a fé no Cristo ressuscitado.

d) Igrejas domésticas. Como não havia templos cristãos construídos no primeiro século da Era Cristã, os crentes daquela época tinham por hábito reunirem-se nas casas, uns dos outros (1 Co 16.19; Rm 16.5,23; Fm v.2). Essas igrejas domésticas acomodavam perfeitamente o corpo de Cristo naquelas localidades. Cada igreja local ou doméstica era a manifestação física e visível da Igreja universal.

E) A Igreja representa a criação de uma nova humanidade em Cristo. Efésios 2.15 diz: “ele aboliu na sua carne, a lei dos mandamentos na forma de ordenanças, para que dos dois criasse, em si mesmo, um novo homem, fazendo a paz”. Ao referir- se a “dois homens”, metaforicamente o texto quer dizer, dois povos; judeus e gentios. Deus quis fazer dos dois, um só povo, uma nova humanidade, a Igreja. Trata- se de uma criação no plano espiritual mediante a obra regeneradora do Espírito Santo. A Igreja tem a vida do Espírito e cumpre a missão de reconciliar o mundo com Deus (Rm 8.18-23; 2 Co 5.19).

A IGREJA SUA MISSÃO == Ef 3. 14-21

A MISSÃO DA IGREJA

1. Evangelizar o mundo (At 1.8). Uma vez que a Igreja é o aspecto visível de Cristo aqui na terra, isto é, o Seu Corpo, sua missão é tornar Cristo conhecido dos homens, e conduzi-los á salvação pela proclamação do Evangelho e a demonstração do Seu amor.

a. Evangelizar a todos. As boas- novas do Evangelho devem ser levadas a “todo o povo” (Lc 2.10). Esta mensagem trazida pelo anjo no momento em que Jesus nasceu é de fato abrangente, pois o Seu nascimento envolveu todo tipo de pessoas, a saber:

• Crianças, uma vez que o próprio Jesus nasceu como criança.
• Pais, pois José foi o pai adotivo de ,Jesus, e estava recebendo aquela doce mensagem
• Mães, visto que Maria, a mãe do Salvador teve papel todo especial na vinda do Salvador ao mundo.
• Jovens, porque a virgem Maria e José eram jovens quando ,Jesus nasceu.
• Velhos. Simeão e Ana eram muito idosos quando ouviram as boas-novas do nascimento do Redentor. Os velhos também são candidatos à salvação, mas como ouvirão, se a Igreja não os evangelizar?
• Os grandes também precisam ouvir de Jesus, pois Herodes e César são mencionados no Natal do Salvador.
• Os sábios, uma vez que uns magos do Oriente vieram ao Salvador após o seu nascimento.
• Os religiosos também estão incluídos em “todo o povo”, da mensagem angelical, pois relacionados com ela estão sacerdotes e escribas daqueles dias; eles eram os religiosos da época.
• Os pobres esperam ouvir da Igreja o evangelho que é o poder de Deus para a salvação de todo o que crer. José e Maria eram pobres, visto que sua oferta para cumprir a lei, foi a dos pobres (Lc 2.24; Lv 12.8).

b. Um evangelho objetivo. O pregador e obreiro pessoal que fala de Jesus individualmente deve ter cuidado para não dificultar a mensagem do Evangelho, nem torná-la mística com tanta retórica. Deve entregar o recado de Deus de maneira clara e simples como ele é.

c. Um evangelho completo (Mt 9.35). O evangelho que Jesus trouxe ao mundo incluía a pregação, o ensino, e os milagres pelo Seu poder.

d. Um evangelho genuíno. Paulo fala várias vezes de um falso evangelho, que ele chama de “outro evangelho”, em Gl 1.6-9.

2. Glorificar a Deus. O livro de Efésios que é o livro da Igreja, inicia destacando o louvor a Deus pela Igreja. Três vezes encontramos no capítulo 1 a expressão “para louvor” (Ef 1.6,12,14). Muitas outras expressões de louvor a Deus pela Igreja encontramos em Efésios.

a. Louvor e glória pertencem a Deus. “Glória e majestade estão ante a Sua face, força e formosura no seu santuário. Dai ao Senhor, ó famílias dos povos, dai ao Senhor glória e força” (Sl 96.6,7). E lastimável que dentre- os seres criados, somente o homem não louva a Deus (quando não crente).

b. Louvor a Deus pela conversão dos pecadores. A conversão de um só pecador redunda em louvor a Deus do tipo mais elevado, que é aquele tributado pelos anjos (Lc 15.7-10). Daí, dizer-se que a evangelização é um principal meio da Igreja louvar a Deus, porque mediante ela as almas se salvam e os anjos se regozijam no céu, perante Deus, louvando-O pelos novos membros da Sua família.

c. Louvor a Deus pela oração (Ef 3.14,21). A oração deve ser algo- contínuo na vida de um cristão. “Orai sem cessar” (1 Ts 5.17). “Em tudo sejam as vossas petições conhecidas diante de Deus pela oração e súplicas com ações de graças” (Fp 4.6). Aqui vemos ações de graças em conjunto com a oração. E uma forma de louvor a Deus.

d. Louvor a Deus pelo Espírito Santo. E o Espírito que gera em nós o verdadeiro louvor a Deus e nos leva a expressar esse santo louvor. D’Ele disse Jesus: “Ele me glorificará” (,Jo 16.14). Quando o Espírito encheu os discípulos logo eles engrandeceram a Deus (At 2.11).

3. Cuidar dos seus membros. Esta é outra missão da Igreja aqui na terra, que é a de estar promovendo a edificação de cada um (Ef 2.22). E o delicado trabalho do discipulado, de levar o crente a plena frutificação, à vida de maturidade cristã (Ef 4.12; Mt 28.19,20; Jo 15.2).

Essa indispensável edificação vem pelo ensino da sã doutrina bíblica:

• Através do ministério (Ef 4.11-16)
• Através do exercício dos dons espirituais (1 Co 14.26).
• Através dos membros da Igreja entre si, em cooperação uns com os outros. Se no nosso corpo não houvesse união e cooperação dos membros entre si, tudo seria destruído num instante. Ver Ef 4.2-6.

• Através do próprio crente, cuidando de sua edificação (Jd v.20). Há crentes que pedem a Deus que faça algo por eles, quando se trata de coisas que o próprio crente deve cuidar e fazer. E aquilo que não podemos fazer, que Deis toma a Si ou nos concede graça especial
para fazermos.

a. O significado da edificação. E algo lento, meticuloso e cuidadoso. Mais de uma construção já desabou porque o prédio (ou seja o que for) foi feito rápido demais ou foi ocupado antes que se desse a consolidação dos materiais. Dá para desconfiar de certas pessoas que “amadurecem à força” como fazem os vendedores gananciosos, com as frutas, utilizando estufas e outros artifícios. Israel foi comparado a um bolo mal cozido (Os 7.8). Há muita gente por aí assim espiritualmente.

b. Edificação pelo poder de Deus (2 Co 10.8; 13.10). Deus nos concede poder para que este seja usado para edificação dos outros não para destruição. Ele nos concede poder e autoridade mas não é responsável pelo uso desse poder, se bem que o uso indevido da habilidade que Deus nos concede não será tolerada por Ele por muito tempo. Estamos nós exercendo o poder de Deus para edificação uns dos outros, ou para a destruição?

c. Coisas que edificam o crente. Algumas são:

• O culto a Deus pela congregação reunida. O culto coletivo é um importante meio de edificação do corpo de Cristo.
• A participação na Ceia do Senhor. Sempre que o crente participa, com fé, da Ceia do Senhor, ele é edificado espiritualmente. A Ceia é “do Senhor”, portanto Ele está presente para abençoar.
• O crente a sós com Deus. E a devoção pessoal a sós com Deus. Jesus, como homem, deu exemplo disso, comungando a sós com o Pai, como vemos nos Evangelhos (Mc 1.35).

Exercício dos dons do Espírito Santo (1 Co 14.12). O exercício dos dons, regulados pela Palavra e equilibrados pelo amor traz grande edificação para a Igreja. Nos vv. 3-5 deste mesmo capítulo, quatro vezes aparece o termo edificar em relação aos dons espirituais. Para que os dons do Espírito Santo operem na igreja para edificação dos crentes é preciso que Ele tenha liberdade, isto é, não seja entristecido.

A RESPONSABILIDADE DA IGREJA

1. Responsabilidade diante do Senhor.

a. A obediência ao seu Senhor. A Igreja é a possessão do Senhor. Ela Lhe pertence porque Ele a adquiriu mediante a Sua morte. Portanto, ela deve obedecer e honrar Seus preceitos, fazendo de coração Sua vontade. Quando isso não acontece o crente está sujeito a julgamento para que aprenda e se corrija.

Esta responsabilidade esta bem clara nas últimas palavras de Jesus à Igreja antes da Sua volta para o céu, quando Ele disse: “Ensinando-as a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado” (Mt 28.20).

b. Esperar o seu Senhor. Quando Paulo escreveu aos Tessalonicenses ensinou sobre o tríplice aspecto da vida de Cristo.

2. Responsabilidade diante da verdade (1 Tm 3.15). Este texto declara que a Igreja do Deus vivo é a coluna e firmeza da verdade. “Firmeza” é no original base ou fundamento. Mas a Igreja atualmente continua a ser isso para Deus? Em muitas terras, não. A Igreja não está aqui apenas para proclamar a Palavra, mas ser a guardiã da Palavra.

3. Responsabilidade diante do mundo. Na sua oração sacerdotal ao Pai, Jesus disse da Igreja: “Eles estão no mundo, e eu vou para ti” (Jo 17.11). Porque Jesus deixou Sua Igreja neste mundo, quando seria muito mais segura após a nossa conversão levar-nos para o céu? A resposta disto está em At 1.8.

4. Responsabilidade social (Tg 1.27). A Igreja, no seu início, deu a devida importância ao trabalho de assistência social. Isto está bem patente no livro de Atos — o livro padrão da Igreja. Ver At 6.1-6; 11.29; Rm 15.16; 1 Co 16.1. O amor divino em nós deve ser expresso não apenas por palavras, mas por obras. Aí estão os pobres, órfãos, doentes, necessitados. Que Deus nos conceda mais graça e poder para que, como membros da Igreja do Senhor cumpramos sua missão, para que na Sua vinda ouçamos o que está escrito em Mt 25.21.

CONCLUSÃO

Não há como negar que a prosperidade material, em importância perante o Senhor Deus, nem pode ser comparada com a prosperidade espiritual, pois a primeira tem tempo certo de duração, e essa duração é fugaz, é altamente insignificante perante a prosperidade espiritual, a única que nos pode levar ao Reino Grandioso de Deus, ao Paraíso Eterno, onde não haverá preocupações com o dia de amanhã e com tudo a ver com a matéria.

Na Bíblia, Deus promete aos justos, de fato, fartura, conforto e segurança e paz, mas não necessariamente cofres abarrotados de ouro, de jóias ou de outras riquezas que podem produzir usura e avareza e outros muitos males. Ao contrário do sofrimento, Deus promete sua paz e prosperidade material suficiente e extensa prosperidade espiritual aos homens e mulheres, e o único caminho para conseguir ambas ao mesmo tempo é comprometer-se com a sua Palavra e buscar como prioridade o Seu Reino e a Sua Justiça.


Elaboração pelo:- Evangelista Isaias Silva de Jesus


VERDADEIRAMENTE PRÓSPERA"
ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL
IGREJA EVANGÉLICA ASSEMBLEIA DE DEUS EM ENGENHOCA
NITERÓI - RJ
LIÇÃO Nº 10 - DATA: 04/03/2012
TÍTULO: “UMA IGREJA VERDADEIRAMENTE PRÓSPERA”
TEXTO ÁUREO – Gl 6.6
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: Ef 2.11-13; Rm 11.1-5
PASTOR GERALDO CARNEIRO FILHO
e-mail: geluew@yahoo.com.br
blog: http://pastorgeraldocarneirofilho.blogspot.com/





I – INTRODUÇÃO:
Deus escolheu a Igreja para ser a sua agencia e cumprir seus propósitos no mundo atual.


II – ALGUNS OBJETIVOS DA IGREJA:

(1) – A EVANGELIZAÇÃO DO MUNDO - Da mesma maneira que Jesus Cristo veio para buscar e salvar o perdido, assim também a extensão de seu corpo nesta era, a Igreja, deve compartilhar desse interesse (Mt 18.11).

Pouco antes de sua ascensão, Jesus lançou um solene desafio aos discípulos: que evangelizassem o mundo, fazendo discípulos ("aprendizes", "pessoas ansiosas por aprender"), em todas as nações, batizando-os e "ensinando-os a observar todas as coisas" que Ele lhes havia ordenado (Mt 28.19,20).

Uma das características da primitiva igreja de Jerusalém é que ela continuou a crescer. O Senhor acrescentava diariamente, à igreja, aqueles que iam sendo salvos (At 2.47).

Mesmo sob perseguição, a Igreja Primitiva espalhava a mensagem do Evangelho, por onde quer que seus membros fossem dispersos (At 8.4). O livro de Atos aborda o tema do crescimento, tanto espiritual quanto numérico, mostrando um número cada vez maior de centros estabelecidos, enquanto os crentes, dotados do poder do Espírito, continuavam a propalar as boas novas.

A Igreja primitiva também era caracterizada pela ênfase à Palavra falada. Paulo reconheceu que "aprouve a Deus salvar os crentes pela loucura da pregação" (l Co 1.21). E assim, a obra da Grande Comissão continua a ser realizada.

A experiencia pentecostal é dada aos crentes, tendo o Evangelismo como seu principal objetivo (At 1.8).

O poder do Espírito Santo, ao descer sobre os crentes, expressa-se não somente no falar em línguas como a evidencia física inicial ou externa, mas em poderosos atos sobrenaturais, que confirmam o testemunho verbal dos fiéis (Mc 16.15,16; Hb 2.4).

Os dons do Espírito, tal como a profecia, também são meios pelos quais o Espírito Santo costuma convencer os pecadores (l Co 14.24,25).

(2) – MINISTRAR A DEUS - A principal e mais elevada finalidade do homem consiste em glorificar a Deus e desfrutar dEle para sempre.

Não é possível ler passagens como os capítulos 11 a 14 de l Coríntios sem reconhecer que o ministério do Espírito Santo é especialmente significativo na adoração da Igreja.

Há, na Igreja, diversas operações do Espírito, que tanto edificam os adoradores como enriquecem a adoração a Deus.

A adoração dos crentes é maravilhosamente abençoada pela presença manifesta do Espírito Santo. Essas manifestações geralmente são chamadas dons do Espírito.

No entanto, no texto original de l Coríntios 12.1, a palavra "dom" não está presente, apenas o termo "espirituais". Esta palavra por si mesmo inclui outras coisas direcionadas pelo Espírito Santo e expressas através de crentes cheios do Espírito.

Mas, nesta passagem, Paulo está claramente limitando a palavra para significar os dons ou carisma graciosos.

A palavra grega, xarísmata, é usada realmente em l Coríntios 12.4, 9, 28, 30-31; 14.1.

Os escritores cristãos primitivos tomavam a palavra "espirituais" como os dons espirituais. E assim reconheciam-nos como os dons sobrenaturais, cuja fonte imediata é o Espírito Santo.

Está implícito que Deus, através do Espírito Santo, distribui as diversas manifestações necessarias à comunidade adoradora, conforme preferir. Os dons são outorgados como todo.

É verdade que os indivíduos, na congregação, podem desenvolver um ministério que exiba um ou mais dons, mas nenhum deve ser considerado propriedade particular do crente, porquanto o Espírito dispensa suas ministrações para benefício da igreja, "conforme Ele determinar" (l Co 12.11; 14.12,32).

Há diversas listas de dons do Espírito Santo: l Coríntios 12.8-10,28; Efésios 4.11; Romanos 12.6-8. Combinando-as, é possível chegarmos a um total de entre 18 a 20 dons que incluem aqueles para o estabelecimento e maturidade da igreja, onde todos os membros podem receber dons e contribuir para a edificação do corpo local.

Os dons do Espírito ainda são os meios primários de edificar a Igreja espiritual e numericamente. Nada mais pode fazê-lo. Assim, a igreja espiritual, que adora, é um poderoso arsenal de poder que Deus emprega em sua guerra contra as hostes das trevas.


(3) - EDIFICAR UM CORPO DE SANTOS, NUTRINDO-OS, A FIM DE QUE SE CONFORMEM À IMAGEM DE CRISTO - O evangelismo é a conquista de novos convertidos; a adoração é a Igreja voltada para Deus; a nutrição é o desenvolvimento dos novos convertidos em santos maduros.

Deus preocupa-se grandemente em que os recém-nascidos cresçam na graça (Ef 4.11-16; l Co 12.28; 14.12).

Paulo enfatiza repetidamente o anelo de Deus pela maturidade espiritual dos crentes (l Co 14.12; Ef 4.11-13; Cl 1.28,29).

Como pode alguém saber que está crescendo à imagem de Cristo? Como pode uma igreja medir seu sucesso ao produzir a maturidade cristã em seus membros?

Gálatas 5.22-26 oferece um belo conjunto de virtudes chamado "o fruto do Espírito": amor, alegria, paz, paciência, bondade, benignidade, fidelidade, mansidão e domínio próprio. Os que exibem tais características de caráter são declarados como quem está cumprindo a lei ou instrução de Cristo. Precisamos tomar parte ativa nisso - 2 Pedro 1.5-11.

A tarefa da Igreja não terminará enquanto não ajudar seus membros a crescerem espiritualmente, a fim de que os vários dons do Espírito equilibrem-se à exibição dos vários aspectos do fruto do Espírito (l Co 13).


III – CONSIDERAÇÕES FINAIS:

A Igreja tem uma vocação que se dirige para o alto. Disse Paulo:

"Prossigo para o alvo, pelo premio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus" (Fp 3.14).

Hebreus 3.1 lembra que somos santos irmãos, "participantes da vocação celestial".

Efésios 1.3-4 declara:

"Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o qual nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nos lugares celestiais em Cristo, como também nos elegeu nele antes da fundação do mundo, para que fôssemos santos e irrepreensíveis diante dele em caridade".

A Bíblia não está se referindo à predestinação, mas dizendo que a Igreja foi escolhida como um corpo predestinado a ser santo. Todos os que preferem crer tornam-se parte da Igreja e compartilham de seu destino. Numa Igreja verdadeiramente próspera, a posição do crente e suas bênçãos não são terrenas ou materiais, mas são espirituais, celestiais e eternas.

FONTE DE CONSULTA:


Doutrinas Bíblicas – Uma Perspectiva Pentecostal – 
CPAD – William W. Menzies e Stanley M. Horton
Deus continue vos abençoando - GERALDO CARNEIRO FILHO às 6:35 AM